Técnico desconversa, mas admite contato de clubes brasileiros e diz que pode voltar a trabalhar segunda
Assim que a ida de Mano Menezes para Seleção Brasileira virou realidade, o nome de Adilson Batista ganhou força no Parque São Jorge.
Apesar de não querer falar sobre o assunto, por respeito aos colegas de trabalho, o técnico foi procurado nesta quarta-feira pelo Corinthians. O Grêmio, pelo qual teve passagem como jogador e treinador, também é visto por ele com bons olhos, uma vez que Silas se encontra ameaçado no cargo.
Adilson curte a família em Curitiba desde que deixou o Cruzeiro no início de junho, depois de quase três anos. Desempregado, diz que não deixou de respirar futebol. Tem recebido propostas de clubes brasileiros e do exterior, curtiu a Copa do Mundo e agora acompanha o Brasileiro – nesta quarta foi à Arena da Baixada para ver a vitória por 2 a 0 do Atlético-PR sobre o Santos.
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A hora de ver Adilson Batista à beirada do campo pode estar chegando. Como o próprio disse, até mesmo na próxima segunda-feira. Confira a entrevista abaixo:
LANCENET!: Seu nome é muito bem visto no Parque São Jorge para substituir Mano Menezes. O clube já o procurou de forma oficial?
Adilson Batista: O Corinthians tem treinador, por enquanto o Mano (Menezes) é treinador dele. Não dá para se pronunciar enquanto o clube tiver treinador. Estou com a minha família, estou tranquilo.
LNET!: Você atingiu status de um dos grandes treinadores do Brasil, com o nome até cogitado para ser o sucessor do Dunga...
AB: O Brasil tem grandes treinadores. Tem muita coisa para acontecer, para aprender, melhorar... Confesso que o aprendizado com grandes profissionais contribui para eu ter tranquilidade de desenvolver o trabalho. Fico contente, lisonjeado com isso.
LNET!: O que tem na memória como momento mais emocionante e mais triste pelo Corinthians?
AB: Tenho o maior carinho e respeito, é um grande clube, foi muito importante para a minha carreira como atleta. Eu jogava com atletas de alto nível, era um time bem treinado pelo Oswaldo (de Oliveira). Conseguimos títulos de expressão, mas infelizmente a Libertadores não foi possível. Tínhamos condições, éramos melhores do que os nossos adversários. Era gostoso de ver o pessoal jogar bola, a torcida era fantástica. Foi uma experiência maravilhosa mesmo.
LNET!: Acha que já é o momento de voltar a trabalhar? Está vendo as melhores possibilidades?
AB: Aproveitei para ficar em casa, curtir as filhas, a esposa, ver os amigos... A rotina dos treinos, estresse não tem. Mas acompanhei a Copa do Mundo, estou acompanhando o Brasileiro. Conversei com profissionais, fui ao CT do Atlético-PR e conversei com o (Paulo César) Carpegiani, meu técnico no Atlético-PR em 2001.
LNET!: Assistindo aos jogos do Brasileirão, não dá vontade de estar na beirada do campo novamente?
AB: Sou jovem. Precisamos trabalhar. Vou trabalhar. Não sei se daqui a pouco, daqui um mês, se vou para fora. Daqui a pouco volto a trabalhar, é normal. Não quero tirar o lugar de ninguém, mas sou solicitado, há especulação.
LNET!: Você recebeu alguma sondagem ou proposta nesse tempo?
AB: Recebi. Também recebi algumas coisas de fora. É algo normal. Quando estava trabalhando no Cruzeiro, também. Faz parte.
LNET!: Ficaríamos surpresos se em breve você estiver trabalhando em alguma equipe da Série A?
AB: Não seria surpresa, é algo normal. Posso trabalhar na Série A, na B, lá fora... Sem problema.
LNET!: Você percebeu que nós somos um pouco insistentes...
AB: Entendo. Mas não é que eu esteja me escondendo, não é isso. É que não adianta falar sobre determinados clubes que tem treinadores. Não posso. Especulação sempre existe. No caso do Grêmio, estou torcendo para o Silas (ficar). Ele é jovem e capacitado, mas tem cobrança, pressão.
LNET!: Pode ser a partir de segunda?
AB: (Risos) Segunda-feira vou trabalhar. Sou paranaense. Sou trabalhador. Gosto de trabalhar.
LNET!: O que fez você começar a ser apontado como um dos grandes treinadores do Brasil?
AB: O Brasil tem grandes treinadores. Procuro aproveitar as oportunidades. Mesmo com cobranças pelo resultado, o que importa é ter consciência de um bom trabalho. O Carpegiani via no Cruzeiro um grande time. A gente tem a consciência tranquila. Quem sabe segunda-feira, eu não esteja trabalhando (risos).

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